Carta a colunista e jornalista da ZH Rosane de Oliveira (por Leandro Luiz)

 

 

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O presente artigo trata-se de uma carta de um trabalhador eletricitário gaúcho, em que este defende a si e seus colegas de uma redatora de um dos jornais de maior circulação do estado do Rio Grande do Sul, este intimamente ligado aos interesses vis do atual governo. Aproveitamos então o espaço do Jornal A Pátria para reproduzir a carta:

“Carta a colunista e jornalista da ZH Rosane de Oliveira

A cada texto de ZH produzido por essa razoável jornalista, revela-se toda sua parcialidade e vontade de macular a imagem dos servidores públicos diante da sociedade, ficando evidente sua frustração por não ter passado em concurso público.

Que fique claro que não assino e não sou leitor de ZH. Entendo que a falta de neutralidade em suas informações, me afastaram dessa leitura. Tornou-se apenas um caderno de classificados, onde seus anunciantes e clientes  elaboram a verdade que deverá ser publicada.

Em sua coluna publicada no dia 5 e 6 de maio de 2018, com o título: AÇÕES TRABALHISTAS AJUDARAM A AFUNDAR A CEEE, falta com a verdade, quando responsabiliza os servidores da CEEE pelos problemas financeiros que a cia. enfrenta.
Todos sabem que o passivo trabalhista aludido em sua coluna, provém grande parte da privatização de 1997, quando 2/3 da companhia foram entregues à iniciativa privada, ficando na carga da CEEE distribuição todo o passivo dos ex-autárquicos, que deveria estar hoje sob a responsabilidade do estado. As demais ações trabalhistas surgem da incapacidade das gestões indicadas pelos GOVERNOS, em administrar uma empresa estatal técnica. Por isso é tão importante conhecimento do produto que é gerado, transmitido, transformado e distribuído por essa companhia: ENERGIA.

Quando mencionas a incapacidade de investimento da CEEE, novamente faltas com a verdade. O grupo CEEE investiu mais de 2 bilhões de reais nos últimos 4 anos, dados da Aneel*¹, e por isso obteve um reajuste tarifário maior no ano passado, incluindo assim os ativos investidos na ampliação da infraestrutura energética estadual.

Os últimos balanços do grupo CEEE, cito 2016 e 2017, confirmam a busca pela eficiência e qualidade em seus indicadores técnicos. A 4° colocação no país em nível de satisfação do cliente, segundo a Aneel, corroboram o trabalho dos eletricitários e sua busca por melhoria contínua.

Quem acredita que a CEEE não está na beira da falência, conhece bem seus números, sabe o quanto vale essa companhia e o quanto ela vai crescer com a CEEE TELECOM*². Esses empregados que lutam pela CEEE pública sabem quantos bilhõesUnião deve para a companhia, através do CRC 2*³.
O futuro  está bem diante de nós, caso a energia também pare nas mãos da iniciativa privada… ineficiência e preços altos já marcam os serviços de telefonia, internet e TV à cabo, dominados por essa mesma iniciativa privada. Os clientes e anunciantes da ZH.

Diferente dessa razoável jornalista, não somos apenas empregados da CEEE, somos trabalhadores.

Forte abraço,

Leandro Luiz”

*Aneel: Agência Nacional de Energia Elétrica, a agência que regulamenta os serviços relacionados à energia elétrica no Brasil

*CEEE TELECOM: a sigla remete ao projeto da Companhia Estadual de Energia Elétrica

*CRC 2: indenização devida à Companhia pela União  em razão de antigos servidores aposentados vinculados à companhia de 1993 até o final de 2014

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