COLÔMBIA: ELN encerra cessar-fogo hoje, mas quer estender acordo

O Exército de Libertação Nacional da Colômbia (ELN) termina hoje, à meia-noite, um cessa-fogo de 101 dias. No entanto, o líder do grupo rebelde afirma que há um consenso sobre a necessidade de estender o acordo, sgeundo informa a AFP.

Combatentes do ELN (foto de arquivo)

O Exército de Libertação Nacional da Colômbia (ELN) termina hoje, à meia-noite, um cessar-fogo que durou 101 dias. No entanto, o líder do grupo rebelde afirma que há um consenso sobre a necessidade de estender o acordo, segundo informa a AFP.

O fim do prazo acontece ao mesmo tempo em que conversas entre o governo da Colômbia e os rebeldes acontecem no país vizinho, Equador.

Nesta terça-feira, após 2.400 horas, o cessar-fogo, que durou 101 dias, chega ao fim”, disso o líder do ELN, Pablo Beltran, apontando que há um consenso nas negociações sobre a necessidade de uma extensão do acordo.

Beltran disse esperar que haja nenhum “erosão” no cessa-fogo antes que a extensão posa ser confirmada.

Entretanto, ele alertou suas forças para que fiquem a postos acerca de possíveis “operações ofensivas” do exército colombiano.

“Nós chegamos a um momento importante, que é o do desenvolvimento de conversas durante o cessar-fogo. Nós tentaremos manter isso. Enquanto isso, esperamos que não haja nenhuma ocorrência de conflito”, afirmou o líder.

Os dois lados disseram de forma separada que querem a continuidade do cessar-fogo, mas o acordo ainda não foi fechado devido a acusações mútuas de violações dos pontos acordados.

Tanto o ELN quanto o governo do presidente Juan Manuel Santos tem se acusado de violações do acordo desde que a trégua começou, em 1º de outubro.

O ELN recentemente reconheceu o assassinato de um governante indígena, pelo qual pediram perdão ao povo colombiano.

Por outro lado, os rebeldes acusaram as forças de segurança pelo assassinato de 7 fazendeiros de coca, além de operações militares realizadas em áreas de influência do ELN.

No entanto, não houve notícias de confrontos entre o exército e os rebeldes, o que nunca havia acontecido durante um período tão longo ao longo da história do conflito na Colômbia.

O pacto com o ELN poderia ser o último capítulo de meio século de conflito na nação sul-americana, logo após o acordo de paz com as FARC, que rendeu ao presidente Santos um prêmio Nobel da Paz, em novembro de 2016.

O ELN tem cerca de 2 mil homens em suas fileiras.

Sob o acordo de paz, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as FARC, se desarmaram, desmobilizaram seus combatentes e se transformaram em um partido político, usando o mesmo nome.

O longo conflito interno da Colômbia já vitimou cerca de 8 milhões de pessoas, incluindo mortos e desabrigados.

Informações da Sputnik

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