Fim do trabalho ou fim do trabalhador? (por Gustavo Castañon)

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Sabem o que está por trás de tudo o que está acontecendo no mundo hoje?

O trabalho está acabando. A tecnologia e a informação assumem tudo. Em vinte anos metade das profissões terá desaparecido completamente da Terra. A outra metade estará ou desaparecendo ou sendo exercida por meia dúzia de pessoas.

Isso deveria ser motivo de júbilo, a humanidade com poder quase ilimitado de produção e cada indivíduo precisando trabalhar não mais que três, depois dois, depois um dia por semana para garantir suas necessidades.

Mas isso está acontecendo sob a égide do capitalismo, e a lógica do capitalismo não é a de distribuir os resultados dos ganhos de produtividade, mas de fazer o capital acumulá-los.

É por isso que estamos assistindo o capital se livrando do trabalhador como insumo, assim como os países desenvolvidos tentando se livrar de toda indústria dos países periféricos.

Quem vai sobrar no topo da pirâmide é o jogo agora, e não será o 1%, será literalmente umas centenas de pessoas. No mundo.

O poder se acumula junto com o domínio da tecnologia, e a tensão social resultante disso é reprimida pelos novos meios abertos por esse domínio.

Quase nada mais que o Estado assumia é necessário hoje para o capitalismo corporativo: só o judiciário e a polícia. E cada vez menores.

Se a esquerda falhar em explicar isso para a população todos acabaremos do mesmo jeito: numa distopia fascista de Hollywood. Mas real.

Só há uma força capaz de deter a concentração das grandes corporações e distribuir renda hoje, é o Estado.

Só o Estado pode obrigar a distribuição dos ganhos de produtividade através de leis trabalhistas e diminuição da jornada de trabalho, aposentadorias e impedir a concentração ilimitada da produção.

E ao contrário do que os coxas falam, não há nada de especulativo em minha fala, isso era especulação há cinquenta anos. Isso é só uma descrição do que está em curso agora, com seu emprego e sua vida.

E você, coxa ou não, no fundo ou na superfície, sabe disso.

No capitalismo não haverá salvação nem para o 1%.

Lutar para se adaptar é só lutar para morrer por último. A questão já é hoje somente em quanto tempo você irá se afogar.

Então, lute por todos ou morra sozinho.

Olhe para os rostos de seus filhos que acham que vão ter um mundo florido onde viver, deixe de ser um canalha boa praça e se comprometa com a vida política.

Ou não importa sua formação, seu gênero, orientação sexual ou cor da pele: você nem será escravo em sua velhice.

Eles não precisarão de escravos.



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