Importantes observações sobre a Líbia, sobre Kadafi e sobre o Livro Verde (por Matheus Novaes)

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O livro verde do Kaddafi é um misto de sacadas fenomenais, altamente democráticas ao extremo e concepções bizarras de religião e lei natural provindas de um romantismo nacional de influencia Islâmica.

Mas o livro revela seu mérito na notável honestidade e ética de um sujeito empenhado na melhora da humanidade. É gritante. Mas o ecletismo do livro, que provêm de um homem honesto que não se enraíza na classe motora nem deixa-se levar por ela, também o é.

O democratismo de kaddafi têm, por isso, pontos cego.

Quem sabe essa fé democrática sem um sujeito definido fosse a causa (AP: ou uma das causas) da queda do glorioso líbio?

Contudo é um bom livro.

Em segundo lugar, não por acaso mas explicitamente como continuação do primeiro é a escravidão na Líbia.

De país mais avançado do continente africano, onde os bancos não cobravam juros e toda família possuía sua residência, país tão democrático a ponto de ser difamado como ditadura – e isso constitui um mérito decerto – que, em sua queda, seu status de ditadura aos olhos do ocidente transfigurou-se para ditadura real sob corpos do povo Líbio: Depois de Kaddafi, não há mais humanidade na Líbia.

O que é interessante. Muito.

Eu gosto sempre de reiterar o papel da passividade – nesse caso involuntária – como componente da força do imperialismo.

Assim como a Comuna de Paris errou ao ser demasiadamente humana com seus algozes caiu Kadafi e toda Líbia sob as limitações de um nacionalismo democrático, incapaz de elevar o sujeito histórico ao seu papel heroico seu destino inevitável foi a derrota para o vilão correspondente a este herói que apenas este herói pode derrotar.

A teoria que não apreende o movimento histórico caindo em idealismo, sendo o idealismo a potência que não pode se afirmar, na era que a potência humana de fato pode realizar-se, há de cair no reacionarismo.

Mais ou menos brutal; em sua vitória casual ou na sangrenta derrota iminente.

A teoria é uma questão séria tal como o destino do mundo. A plenitude deste norte teórico se engendra pela Prática

Tal qual o Marxismo a posiciona.

Matheus Novaes

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