BA: Latifundiários do oeste baiano têm prejuizos multimilionário após ocupação contra o novo sistema de irrigação local

Ao menos R$ 10 milhões é o prejuízo mínimo estimado com a destruição de maquinários diversos do latifúndio de Rio Claro, pertencente à Igarashi LTDA., em Correntina, no Extremo Oeste da Bahia.

A fazenda foi praticamente destruída na quinta-feira passada por quase 1000 manifestantes, a maioria pecuaristas e agricultores, que ocuparam o local em protesto contra o novo sistema de irrigação da Igaraschi.

Os manifestantes residem ao longo do Rio Arrojado e nos povoados de Praia, Arrogeando e São Manoel, e cujas propriedades estão situadas, boa parte delas, às margens do rio, do qual praticamente todos dependem para sobreviver.

A insatisfação com o novo projeto de irrigação na fazenda Rio Claro já vinha de ao menos dois meses, quando começaram a ser construídas duas piscinas de 125 metros quadrados, com profundidade de seis metros.

Segundo a Polícia Civil, os manifestantes alegam que o nível da água do rio baixa quando as bombas do sistema de irrigação das fazendas são ligadas – além da Rio Claro, a Igarashi colocou sistema de irrigação em parte de uma propriedade vizinha, a Fazenda Curitiba, também ocupada.

O sistema de irrigação nas duas fazendas possui, ao todo, 32 pivôs para captação de água do Rio Arrojado, que faz parte da Bacia do Rio Corrente, composto por quinze rios, seis riachos e cinco córregos.

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