Laboratório russo mantém corpo de Vladimir Lenin preservado

fundraw-dot-com-lenin-caricature-1O corpo do primeiro líder soviético, Vladimir Lenin, permanece preservado até os dias de hoje. O estado de preservação do corpo do líder da Revolução Russa aparenta o mesmo de 92 anos atrás, logo após sua morte. Deitado em um sarcófago de vidro, com seu bigode avermelhado, suas mãos apoiadas em suas coxas e vestido em uma austera roupa preta, Lenin aparenta ser um boneco de cera.

Quando Lenin morreu em janeiro de 1924, não era planejado que seu corpo fosse preservado por tanto tempo. O que de fato aconteceu foi que o renomado patologista Alexei Abrikosov, que foi responsável por realizar a autópsia do corpo do líder soviético, removeu as suas principais artérias.

Após a autópsia, o corpo de Lenin foi embalsamado para prevenir sua decomposição natural e foi exposto em um caixão aberto por quatro dias na Casa da União, no centro de Moscou. Multidões de 50 mil pessoas visitaram o local, apesar da temperatura de -7°C.

Em seguida, o cadáver foi transferido para um mausoléu de madeira temporário na Praça Vermelha. Devido ao frio intenso, o corpo permaneceu intacto por 56 dias e o governo soviético decidiu preservá-lo permanentemente.

A ideia inicial era congelar o cadáver em uma temperatura muito baixa, mas após dois cientistas soviéticos renomados, Vladimir Vorobyov e Boris Zbarsky, sugerirem o embalsamamento usando uma mistura química, o governo soviético decidiu colocar a ideia em prática.

Laboratório Lenin

lenin-21-01-1924

Cientistas acreditam que, caso seja monitorado cuidadosamente e regularmente reembalsamado, o corpo de Lenin permanecerá em seu estado atual por séculos. No entanto, isso pode gerar um custo elevado. No mês passado, o Serviço de Guarda Federal – que administra todos os setores que cabem ao Kremlin, incluindo o mausoléu onde o corpo de Lenin permanece – anunciou pela primeira vez que os custos de “trabalho médico e biológico para manter o corpo de Lenin” chegariam aos 13 milhões de Rublos (US$ 197 mil) em 2016.

Desde 1924, um grupo de cientistas é responsável pela manutenção do cadáver do líder soviético. Durante o auge dos tempos da União Soviética, o “Laboratório Lenin” chegou a ter um grupo de 200 especialistas.

Atualmente, o grupo é menor, mas o trabalho mudou drasticamente. Diariamente o corpo é checado e a cada 18 meses é levado para o laboratório para ser reembalsamado. Desde o fim da União Soviética, o laboratório tem sofrido com alguns problemas, como a tentativa do governo russo de demolir o mausoléu e parar com a preservação do cadáver. A ideia não foi adiante graças aos protestos pelo país.

Fonte: The Guardian-Lenin Lab: the team keeping the first Soviet leader embalmed

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